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China frustra previsões do governo e de frigoríficos

A China frustrou as expectativas do Ministério da Agricultura de que em breve mais frigoríficos brasileiros estariam habilitados a exportar seus produtos ao país asiático, o que passou a despertar incertezas no setor privado.

O secretário-executivo do ministério, Marcos Montes, chegou a afirmar ao Valor que Pequim poderia habilitar mais plantas do Brasil já na semana passada, antes mesmo de uma viagem da ministra Tereza Cristina que estava agendada para o dia 18. As autorizações não vieram, e o retorno da ministra à China – ela esteve no país em maio – posteriormente também foi adiado e não há uma nova data para a visita.

O adiamento ocorreu porque o ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa (GACC), Ni Yuefeng, comunicou o Ministério da Agricultura que não poderia mais receber Tereza Cristina na data que havia sido acordada, por problemas em sua agenda. Diante do imprevisto, existe agora uma possibilidade de a ministra integrar a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que embarcará para Pequim em setembro próximo, apurou o Valor.

No fim do mês de julho, técnicos chineses começaram a testar um modelo novo de inspeção em frigoríficos brasileiros realizado por meio de videoconferência, processo que dispensa a auditoria in loco. A avaliação inicial em Brasília foi que o processo estava sendo bem-sucedido, mas o Ministério da Agricultura ainda aguarda relatório de Pequim com os resultados da primeira rodada de inspeções que envolveu estabelecimentos de carnes de frango e suína.

A China também ainda não deu qualquer sinal de quando fará inspeções em frigoríficos de carne bovina – o que já deveria ter acontecido, na avaliação de técnicos do ministério. “Estranhamente, o assunto silenciou”, disse uma fonte do governo que acompanha de perto o assunto.

Havia uma expectativa também entre executivos do segmento de carnes de que os chineses pudessem anunciar as habilitações ainda em agosto. No fim de julho, o presidente do Conselho de Administração da BRF, Pedro Parente, chegou a prever que mais três unidades da empresa seriam habilitadas “em semanas”. Agora, ninguém arrisca quando isso vai acontecer.

Fonte: Valor Econômico.

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